O processo de transformação digital no Sistema Único de Saúde (SUS) avançou nesta semana com a participação de representantes do Estado na 3ª Oficina do Projeto de Federalização da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). A atividade, realizada no Rio de Janeiro, discute a padronização e a interoperabilidade dos sistemas de saúde em todo o país.
A RNDS é a plataforma oficial do Ministério da Saúde que visa integrar informações, qualificando o atendimento e o planejamento em saúde. Atualmente, a Rede já reúne cerca de 2,4 bilhões de dados, incluindo registros de vacinas, exames e atendimentos.
Internamente, o processo no Estado ganhou impulso com a Resolução SES n. 495, de novembro de 2025, que criou um Grupo de Trabalho para acompanhar e propor ações alinhadas aos eixos do projeto nacional.
A secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, destacou a importância da adesão: A federalização da RNDS fortalece a tomada de decisão, amplia a transparência e melhora a capacidade de resposta do SUS. Participar dessa oficina é fundamental para que o Estado avance de forma estruturada e alinhada às diretrizes nacionais.
A superintendente de Saúde Digital da SES, Márcia Tomasi, ressaltou que a agenda representa uma virada de chave na forma como as informações são produzidas e compartilhadas, garantindo mais segurança e continuidade no cuidado da população.
O projeto nacional prevê que os estados atuem em quatro eixos: institucional, governança, informação e informática, e comunicação. O objetivo é harmonizar o fluxo de dados enviados ao Ministério da Saúde.
A interoperabilidade da RNDS traz benefícios diretos ao atendimento:
Profissionais: Médicos e enfermeiros podem consultar o histórico clínico dos pacientes pelo SUS Digital Profissional.
Gestores: Utilizam dados agregados para fortalecer a vigilância e planejar políticas públicas.
Cidadãos: Têm acesso aos próprios registros de saúde por meio do aplicativo Meu SUS Digital.
Ao integrar informações de forma segura e padronizada (seguindo a LGPD), a RNDS otimiza recursos, melhora a comunicação entre serviços e fortalece a resposta a emergências em saúde em todo o Brasil.