O Museu Interativo da Biodiversidade (Mibio) do Bioparque Pantanal inaugurou a obra Interações, um projeto que une arte, ciência e sustentabilidade. A peça, uma instalação têxtil que integra o Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio), reforça a cultura e a educação ambiental no maior aquário de água doce do mundo.
O trabalho propõe que o público se perceba como parte de um "organismo maior", explorando as relações de interdependência entre seres vivos, memórias e territórios.
A obra se alinha ao conceito de arte sustentável e ao Programa ESG Bioparque por utilizar material reaproveitado, dialogando com o público sobre os 5RS (Reciclar, reduzir, recusar, reutilizar e repensar).
A artista Luana Taminato Roque, conhecida como Pitchuqué, explica a origem dos materiais: Esta obra é um convite para perceber as interações. Ela foi construída com retalhos de roupas da minha avó, da minha família e de pessoas desconhecidas. Carrega essa memória afetiva, mas também revela o potencial do que um simples retalho pode se tornar.
O uso de resíduos têxteis é estratégico, visto que o Brasil produz cerca de 170 mil toneladas desse lixo por ano, e apenas uma pequena parte é reciclada.
Para a diretora-geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri, a obra será uma grande ferramenta de aprendizado.
A obra dialoga diretamente com a ciência ao representar, por meio das raízes das árvores, a complexa rede de interações que sustenta a vida, explica Balestieri. Ela compara os tecidos reutilizados às raízes que se entrelaçam: Simbolizam pessoas, histórias e identidades diversas que se conectam para formar um todo. No Bioparque, valorizamos iniciativas que aproximam cultura, ciência e educação ambiental.
A professora de biologia Paula Machado, ao observar a instalação, comentou que a obra representa com clareza os manguezais, com suas raízes pneumáticas se desenvolvendo em locais alagadiços.