O Governo de Mato Grosso do Sul deu um passo histórico em Brasília nesta terça-feira (14). O governador Eduardo Riedel assinou a autorização federal para o Estado contratar U$S 200 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) junto ao Banco Mundial (BIRD). O destino desse recurso? Transformar 730 km de rodovias estaduais em corredores de segurança e eficiência.
O programa, batizado de Rodar MS, é mais do que uma obra de asfalto; é uma mudança de paradigma. Em vez de intervenções reativas (o famoso conserto após o estrago), o Estado passa a atuar com manutenção proativa e prevenção.
O projeto utiliza metodologias internacionais (Crema e DBM) que mudam a forma como as empresas são contratadas:
Responsabilidade Total: A empresa vencedora faz o projeto, executa a restauração asfáltica e é obrigada a manter a rodovia impecável por 10 anos.
Foco no Vale do Ivinhema: As rodovias MS-141, MS-145 e MS-147 serão as primeiras requalificadas, impactando diretamente mais de 20 municípios.
Resiliência Climática: As estradas serão preparadas para suportar os novos desafios das mudanças do clima, evitando erosões e quedas de barreiras.
Para o governador, a conquista em Brasília, que contou com o aval do Presidente da República e o apoio da bancada federal, é um selo de confiança na gestão de MS. "É um modelo que garante longevidade ao investimento público. Se você faz uma boa rodovia com uma boa gestão, o gasto futuro é menor e a segurança do cidadão é maior", afirmou Riedel.
A secretária de Parcerias Estratégicas, Eliane Detoni, reforça que o plano é perpetuar essa metodologia: "Sairemos do modelo reativo para uma atuação planejada. É inteligência de gestão para que as estradas durem mais e custem menos aos cofres públicos no longo prazo".
Com a autorização da União, o processo segue agora para o Senado Federal. A expectativa é que a assinatura final com o Banco Mundial ocorra em tempo recorde, permitindo o início dos cinco anos de implantação previstos no cronograma.